Tem dias que quero morrer,
pra esquecer,
dos buracos da vida,
sem ver a saída,
enterrado, profundo,
nas entranhas do meu ser.
É quando a lua está nova,
e a luz da aurora,
distante,
já tarda em chegar.
Quando os pequenos minutos,
se estendem por horas,
e o tempo, parado,
se alonga,
cansado,
tem preguiça de voltar a correr.
Quando um amor escondido,
não correspondido,
queima por dentro,
marcando cicatriz num peito,
sem qu'eu nada possa fazer.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Ouve, Poeta Romantico
Meu poeta,
Mantenho-me nesta limitação
De observar o que em ti não é secreto,
Detida entre o choque e a admiração
De sentir um profeta
No seu templo de dor e paixão repleto.
Meu poeta,
Abrigas-te nos braços de quem te quer mas não te compreende
A tua deusa da noite, o demónio de luz
Devoram-te a alma com as entranhas
Cuspindo-te em sangue de palavras, angústia e pus.
Desprezam as tuas façanhas
Aventuras que nem o teu coração entende.
Meu poeta,
Tento compreender-te mas não consigo
Pois não resides nem viverás jamais num mundo paralelo
O teu, habitado de flores, labirintos, estrelas e eternos castigos
É dominado pelos extremos do inferno e do belo.
Meu poeta,
Contigo adorei as romarias e as sepulturas,
Voei contigo agarrando e bebendo as alvoradas,
Ambos construímos castelos de infinito,
Com janelas para a evasão, com versos em doces esculturas,
Clamámos odes à liberdade dourada,
Abraçámo-nos quando a razão em dúvidas te afogava.
E no entanto, meu poeta
Não entendo
A tua vida tem nome de sofrimento,
O teu peito respira um perpétuo lamento.
Na tua glória sobrevives num abismo
Onde a realidade é puro surrealismo.
Autor Desconhecido
Mantenho-me nesta limitação
De observar o que em ti não é secreto,
Detida entre o choque e a admiração
De sentir um profeta
No seu templo de dor e paixão repleto.
Meu poeta,
Abrigas-te nos braços de quem te quer mas não te compreende
A tua deusa da noite, o demónio de luz
Devoram-te a alma com as entranhas
Cuspindo-te em sangue de palavras, angústia e pus.
Desprezam as tuas façanhas
Aventuras que nem o teu coração entende.
Meu poeta,
Tento compreender-te mas não consigo
Pois não resides nem viverás jamais num mundo paralelo
O teu, habitado de flores, labirintos, estrelas e eternos castigos
É dominado pelos extremos do inferno e do belo.
Meu poeta,
Contigo adorei as romarias e as sepulturas,
Voei contigo agarrando e bebendo as alvoradas,
Ambos construímos castelos de infinito,
Com janelas para a evasão, com versos em doces esculturas,
Clamámos odes à liberdade dourada,
Abraçámo-nos quando a razão em dúvidas te afogava.
E no entanto, meu poeta
Não entendo
A tua vida tem nome de sofrimento,
O teu peito respira um perpétuo lamento.
Na tua glória sobrevives num abismo
Onde a realidade é puro surrealismo.
Autor Desconhecido
Assinar:
Postagens (Atom)